quarta-feira, abril 30, 2014

Os filhotes de abril

Abril foi um mês ótimo! Muitos filhotinhos lindos nasceram em diversos zoológicos do mundo! Vamos conhecer alguns deles?

Ok, este é um filhotinho feinho, mas é um animal muito interessante: a Águia-marinha. Nasceu no Denver Zoo.
Este filhote de Girafa-Masai, a subespécie mais escura e mais alta de todas as girafas, nasceu no Safari West (Califórnia).
Este fofissímo filhote de Porco-espinho Norte Americano nasceu no Woodland Park Zoo (Seattle).
Este pequeno filhote de Pinguim-de-humbolt, o primeiro de 2014, nasceu no Chester Zoo (Inglaterra).

Cinco lindos filhotes de Leopardo-nebuloso nasceram no Parken Zoo (Suécia), animal considerado ameaçado de extinção.


Para todos, que diferentemente de mim não irão trabalhar esse feriado, aproveitem muito!Beijos,
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segunda-feira, abril 28, 2014

As aves de Chernobyl

"1986, ano que o terrível desastre nuclear de Chernobyl (Ucrânia) aconteceu.

Com o ocorrido, a usina de Chernobyl liberou uma quantidade letal de material radioativo que contaminou uma quilométrica região atmosférica. Em termos comparativos, o material radioativo disseminado naquela ocasião era assustadoramente quatrocentas vezes maior que o das bombas utilizadas no bombardeio às cidades de Hiroshima e Nagasaki, no fim da Segunda Guerra Mundial.

Estudos científicos revelam que a população atingida pelos altos níveis de radiação sofre uma série de enfermidades. Além disso, os descendentes dos atingidos apresentam uma grande incidência de problemas congênitos e anomalias genéticas".

Desde que a cidade foi evacuada, se tornou uma cidade fantasma.....


.....a não ser pela fauna silvestre.


Li um trabalho muito interessante que mostra os efeitos da radiação nas aves que vivem na região isolada.

A exposição a radiação ionizante causa danos às células e produz compostos chamados de radicais livres. O corpo se protege contra estes compostos usando antioxidantes, mas quando a taxa de radicais livres é muito alta, os antioxidantes não dão conta, causando envelhecimento acelerado, câncer e morte. 

Foram capturadas 152 aves de 16 espécies diferentes em regiões diversas dentro do perímetro de isolamento (algumas mais e outras menos afetadas pela radiação).

Eles coletaram sangue (para medir níveis de antioxidantes, danos no DNA e stress oxidativo) e penas (para medir os níveis de dois tipos de melanina - a eumelanina e a feomelanina) de cada ave .

A maior parte dos resultados foram surpreendentes: os níveis de antioxidantes estavam aumentados e o estado geral das aves era ótimo, já o nível de stress oxidativo e os danos no DNA estavam baixos.

No entanto, as aves que produzem mais feomelanina (coloração avermelhada e rosada) obtiveram resultados negativos: os níveis de antioxidantes estavam diminuidos e o estado geral das aves era ruim, já o nível de stress oxidativo e os danos no DNA estavam aumentados.

O motivo disso? A feomelanina utiliza uma grande quantidade de antioxidantes para a sua produção.

Este é o primeiro estudo que mostra que animais conseguem se adaptar a exposição a radiação ionizante.

Desculpa o post longo, mas era um tema meio complexo :)
Boa semana!
Verônica Pardini, DVM
Nearly three decades since the disaster and it seems the birds living in the exclusion zone around Chernobyl are adapting to long-term radiation exposure. And some of them aren’t even just coping, they appear to be benefiting.
Ionizing radiation damages cells by producing reactive compounds called free radicals. The body protects itself using antioxidants, but if their levels are too low, then the radiation produces genetic damage and oxidative stress (when free radicals overwhelm the bodies defenses), leading to aging and death. 
Previous studies of wildlife at Chernobyl showed that chronic radiation exposure depleted antioxidants and increased oxidative damage. “We found the opposite,” Ismael Galván of the Spanish National Research Council says in a news release.
Using mist nets, Galván and colleagues captured 152 birds from 16 different species at eight different sites inside or near the exclusion zone, an area that spans 30 kilometers in radius. Humans can’t live here, although the area has become somewhat of an accidental ecological experiment. (Pictured, mist nets strung along a pasture near the power plant.) The team measured the background radiation levels of each site -- these ranged from 0.02 to 92.90 micro Sieverts per hour. 
They took feather and blood samples from each bird before releasing them. In the blood samples, they measured levels of the antioxidant glutathione, oxidative stress, and DNA damage. With the feathers, they measured levels of melanin pigments. Eumelanin (black and brown) and pheomelanin (red and pink) are types of melanin. Because the production of the latter uses up antioxidants, animals who produce the most pheomelanins are likely to be more susceptible to the effects of ionizing radiation. They just don’t have enough antioxidants left over to fend off the free radicals. 
The results reveal that with increasing background radiation, the birds’ overall body condition and antioxidant levels increased, while oxidative stress and DNA damage decreased. 
However, birds who produce larger amounts of pheomelanin and lower amounts of eumelanin pay a cost: poorer body condition, decreased glutathione, and increased oxidative stress and DNA damage. The two negatively affected birds -- the great tit (Parus major) and the barn swallow (Hirundo rustica) -- both produce large amounts of the pinkish pigment in their feathers. 
Previous lab experiments have shown that, with prolonged exposure to low doses, humans and other animals can adapt to radiation. And that it increases resistance to larger, subsequent doses. This study shows the first evidence that animals in the wild can adapt to ionizing radiation. 

Read more at http://www.iflscience.com/plants-and-animals/birds-adapting-chernobyls-radiation#tRwRJAkzgtMvDU6B.99
Nearly three decades since the disaster and it seems the birds living in the exclusion zone around Chernobyl are adapting to long-term radiation exposure. And some of them aren’t even just coping, they appear to be benefiting.
Ionizing radiation damages cells by producing reactive compounds called free radicals. The body protects itself using antioxidants, but if their levels are too low, then the radiation produces genetic damage and oxidative stress (when free radicals overwhelm the bodies defenses), leading to aging and death. 
Previous studies of wildlife at Chernobyl showed that chronic radiation exposure depleted antioxidants and increased oxidative damage. “We found the opposite,” Ismael Galván of the Spanish National Research Council says in a news release.
Using mist nets, Galván and colleagues captured 152 birds from 16 different species at eight different sites inside or near the exclusion zone, an area that spans 30 kilometers in radius. Humans can’t live here, although the area has become somewhat of an accidental ecological experiment. (Pictured, mist nets strung along a pasture near the power plant.) The team measured the background radiation levels of each site -- these ranged from 0.02 to 92.90 micro Sieverts per hour. 
They took feather and blood samples from each bird before releasing them. In the blood samples, they measured levels of the antioxidant glutathione, oxidative stress, and DNA damage. With the feathers, they measured levels of melanin pigments. Eumelanin (black and brown) and pheomelanin (red and pink) are types of melanin. Because the production of the latter uses up antioxidants, animals who produce the most pheomelanins are likely to be more susceptible to the effects of ionizing radiation. They just don’t have enough antioxidants left over to fend off the free radicals. 
The results reveal that with increasing background radiation, the birds’ overall body condition and antioxidant levels increased, while oxidative stress and DNA damage decreased. 
However, birds who produce larger amounts of pheomelanin and lower amounts of eumelanin pay a cost: poorer body condition, decreased glutathione, and increased oxidative stress and DNA damage. The two negatively affected birds -- the great tit (Parus major) and the barn swallow (Hirundo rustica) -- both produce large amounts of the pinkish pigment in their feathers. 
Previous lab experiments have shown that, with prolonged exposure to low doses, humans and other animals can adapt to radiation. And that it increases resistance to larger, subsequent doses. This study shows the first evidence that animals in the wild can adapt to ionizing radiation. 

Read more at http://www.iflscience.com/plants-and-animals/birds-adapting-chernobyls-radiation#tRwRJAkzgtMvDU6B.99
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terça-feira, abril 22, 2014

Formação do ovo

Que pena que o feriado acabou, foi tão bom poder relaxar por uns dias!! Espero que a Páscoa de vocês tenha sido tão boa quanto a minha :)

Um pouquinho da minha Páscoa :)
Bom, voltando ao que interessa e ainda no "clima de Páscoa"! Vou fazer um resuminho aqui de como funciona a formação do ovo (eu sei que não parece tão empolgante, mas é importante saber ou pelo menos ter uma ideia geral!! - quem vai fazer o BCSE e o NAVLE TEM que saber isso na ponta da língua).

Passo a Passo:
Como eu acho muito mais fácil entender com uma imagem....ai vai!

Tudo começa no ovário (assim como as mulheres, as aves fêmeas não precisam ter relação sexual para ovular): forma-se a gema com a incorporação de sais minerais, proteínas e lipídios ao citoplasma do oócito (óvulo).

O oviduto é formado por:
  • O infundibulo: tem a função de captar o oócito, servir de sede para a fecundação, lubrificar a mucosa para a passagem do ovo e formar as proteínas que mantêm a gema no centro do ovo. Formação da primeira camada do albúmen (clara) (duração: 5 minutos).
  • O magno: responsável pelo resto da formação da clara. (duração: 3 horas).
  • O istmo: são formadas todas as membranas que se localizam entre a casca do ovo e o albúmen (duração: 1h e 15min).
  • O útero: o ovo recebe uma grande quantidade de água e vitaminas, forma-se a casca (composta predominantemente por carbonato de cálcio (98%) e uma matriz de glicoproteína) e a coloração (depende da genética) (duração: 20horas).
  • A vagina: transportar o ovo para o meio externo e reter espermatozóides (10-14 dias) para futuras fecundações.
  • A cloaca: é por onde o ovo sai para o meio externo.

Obs: eu sei que parece óbvio, mas não custa falar o ovo que nós comemos é o ovo não fecundado!
Obs 2: esquema baseado na formação do ovo em galinhas.

Um beijo e um ótimo começo de semana pós páscoa :)
Verônica Pardini, DVM


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quarta-feira, abril 16, 2014

A jornada rumo ao sonho americano (Escrevendo uma carta de intenção/cover letter)

Vou falar sobre um assunto que muitas pessoas têm dúvidas! Eu demorei muito tempo para pegar o jeito de escrever uma carta de intenção/cover letter.....por isso hoje vou fazer uma relação de tópicos que devem estar presentes na sua carta:

Lembre-se: o empregador já tem o seu currículo, a carta de intenção é para ele te conhecer melhor.

1. Cabeçalho:
  • Seu nome completo.
  • Seu endereço.
  • Seu contato (telefone e email).
2. Data

3. Sobre o empregador:
  • Nome do local.
  • Endereço do local.
4. Nome do veterinário responsável (Dear Dr. ...) - é muito importante saber o nome da pessoa que irá ler e avaliar a sua carta.

5. A carta deve conter:
  • Qual é o seu objetivo de vida?
  • Como esse emprego irá te ajudar a alcançar esse objetivo?
  • O que você aprendeu com as suas experiências passadas?
  • O que você espera aprender com esse emprego?
  • Quais são os seus interesses na área?
  • O que você pode acrescentar à equipe caso você consiga o emprego?
  • Porque eles devem escolher você e não os outros candidatos?

6. Sua assinatura

Importante:
  • A carta é em formato de texto corrido.
  • Releia a carta milhares vezes em dias diferentes para ter certeza que não tem erros gramaticais - mostre para outras pessoas também.
  • A carta não deve passar de uma página e meia - mais do que isso se torna muito cansativo.
  • Geralmente demora 1 mês para escrever uma boa carta.
Achou muito complicado?
Se você preferir eu escrevo a carta para você!

Cover letter/Carta de intenção
  • Precisa de uma cover letter/ carta de intenção mas não sabe como começar a escrever? Tem medo que não fique boa o suficiente? Eu escrevo para você! Mande um email com: o seu currículo (o mais completo o possível), objetivo de vida (relacionado a medicina veterinária), motivo pelo qual você quer o estágio/internship/residency, qual local que você esta se candidatando, o que você acredita que pode acrescentar ao programa.
  • Pedido deve ser feito com 1 mês de antecedência do dia que você necessita a carta pronta.
  • Carta escrita em INGLÊS ou PORTUGUÊS.
Valor:  R$ 200,00/carta
Precisa de mais de uma carta? Entre em contato para saber o valor dos pacotes.
Interessou? Mande um email para drapardini@gmail.com para maiores informações! Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

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segunda-feira, abril 14, 2014

Salvando uma baleia

Finalmente acabei de responder todos os emails aqui do blog! Logo logo respondo todos os comentários ok? (Desculpa pela demora, mas a vida anda muito corrida!)

Eu tinha um post completamente diferente preparado.... mas vi um vídeo que achei impossível não compartilhar!

Durante uma viagem em família algo fantástico aconteceu!

Uma Baleia-jubarte foi encontrada completamente enrolada em uma rede de pesca (praticamente todas as suas nadadeiras estavam presas, impossibilitando o seu movimento). Em primeira vista parecia que o animal estava morto, mas enquanto a família a observava, a baleia respirou.

Para a sorte do animal, o pai da família, Michael Fishbach, é envolvido com projetos de conservação, educação e pesquisa da Baleia-azul há mais de 20 anos.

Por horas e horas eles cortaram a rede.......e quando finalmente o animal estava solto, algo fantástico aconteceu. Assista o vídeo a baixo:



Eles batizaram a baleia de Valentina - o mesmo nome da minha cachorrinha :)... impossível não se emocionar.
Uma ótima semana para todos!

Verônica Pardini, DVM
During the vacation on the Sea of Cortez, a family finds a nearly-dead humpback whale trapped in the fishing net. It is exhausted and very scared. That’s how the vacation turned into a great rescue mission. Michael Fishbach and his family got the greatest chance to save a life of a whale with their own hands. Michael has been actively involved in conservation efforts, scientific research, education, and eco-tourism related to blue whales for 20 years. He will never forget this experience. These guys spent hours cutting the net and the fishing gear off the whale’s tail. They definitely became heroes in my book. In return for their hard work and wonderful rescue, the men got to see the most amazing sight. Enjoy this beautiful video and become a witness of its astonishing happy ending
Read more at http://mostamazingplanet.com/finished-just-greatest-whale-rescue-ending-video-will-leave-speechless/#qwVSZjcAS8dtheI4.99
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quarta-feira, abril 09, 2014

Cistos ovarianos em porquinho-da-índia

Faz tempo que não comento sobre medicina de porquinho-da-índia, então hoje é a vez deles!

Porquinhas entre 3 meses e 5 anos tem 66-75% de chance de desenvolver cistos serosos - estes cistos se desenvolvem espontaneamente durante o ciclo estral.

Não há correlação entre história reprodutiva e incidência de cistos, mas outros problemas reprodutivos como leiomiomas, tumor de células granulosas, hiperplasia endometrial e endometrite já foram relacionados a estes cistos.

Normalmente os dois ovários são afetados - mas em caso de cisto unilateral geralmente o direito é o mais afetado. 

Eles podem ser únicos ou múltiplos, e normalmente são preenchidos por um liquido transparente. O seu diâmetro varia de 0,5-7cm (aumentando conforme o animal vai envelhecendo).

Sinais clínicos:
  • Anorexia.
  • Distensão abdominal.
  • Fraqueza.
  • Depressão.
  • Dor abdominal.
  • Infertilidade.
Diagnóstico:
  • Exame ultrassonográfico - melhor opção.
  • Exame radiográfico abdominal - só é possível visualizar se os cistos forem grandes.
US de cisto ovariano (ovário esquerdo)

 
Tratamento:
  • Ovariohisterectomia (castração).
Lembre-se este texto é para referência e aprendizado! Se o seu animal está "estranho" leve ele à um VETERINÁRIO especializado ok?

Precisa de uma consulta? Entre em contato
Verônica Pardini, DVM 
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segunda-feira, abril 07, 2014

Porque as zebras têm listras?

Esse mistério, que confundia até Charles Darwin e Alfred Russel Wallace, foi finalmente desvendado!

Eu mesma acreditava que as zebras tinham listras para camuflagem e para confundir seus predadores.

Falando em confundir.....só para diversão, quantas zebras você consegue ver na foto abaixo?

A resposta está no final do post

Bom, voltando ao assunto ....
Outras teorias afirmando que as listras servem para termorregulação também foram muito discutidas. 

Mas agora, Tim Caro da UC Davis e seus colegas descobriram que as listras servem como repelente de insetos.

Essa equipe avaliou a distribuição geográfica das espécies de equídeos atuais e extintos, dentre as espécies haviam animais com e sem listras. Foi comparado número de predadores, temperatura (clima) e ectoparasitas da região habitada.

Eles notaram que as espécies listradas (Equus burchelli, E. zebra e E. grevyi) habitam regiões endêmicas de mosquitos transmissores de doenças (tabanídeos e tse-tse), além disso eles também repararam que havia um padrão diferente nas listras - cada mosca/mosquito tem preferência por uma parte do corpo do animal, que equivale ao local de maior intensidade de listras.


Já é de conhecimento que várias espécies de moscas/mosquitos evitam cores brancas e pretas, e preferem superfícies de uma cor só.

Mas porque apenas as zebras tem esse padrão de listras? De acordo com outro estudo, comparado com outros ungulados que habitam a mesma região as zebras tem um pelo mais curto, o que as tornam especialmente susceptíveis a picada de insetos.

Interessante né? Ah, e antes que eu esqueça a resposta é: 3 ....acertaram?
Verônica Pardini, DVM
Equus burchelli, E. zebra, and E. grevyi
Read more at http://www.iflscience.com/plants-and-animals/why-zebra-got-its-stripes#6c5r3V3U
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quinta-feira, abril 03, 2014

Dica: Marvet

Essa dica é ótima para estudantes de veterinária e médicos veterinários já formados que se interessam por medicina de animais marinhos/aquáticos.


A Marvet é um programa educacional introdutório sobre medicina de animais marinhos/aquáticos. O programa é dividido em aulas teóricas (ministradas por especialistas da área) e aulas práticas em parques que abrigam animais marinhos.

Alguns tópicos discutidos:
  • Taxonomia, ecologia, anatomia, fisiologia, patologia e medicina interna (com foco em mamíferos marinhos, tartarugas-marinhas, aves marinhas, e alguns tópicos em tubarões e outros peixes).
  • Métodos diagnósticos (hematologia, radiologia, ultrassonografia, endoscopia, urinálise, citologia, histopatologia e necrópsia).
  • Medicina da conservação.

A Marvet ocorre de 2 a 3 vezes por ano, sendo cada uma delas em diferentes localizações:
  • Marvet Mexico
  • Marvet Costa Rica
  • Marvet Cayman (morro de vontade de ir nessa!)

Os cursos geralmente começam entre junho e agosto de cada ano e tem duração de 15 dias. Fique de olho para fazer a "application" em janeiro, já que o número de participantes é limitado.

O valor varia de 1900 dólares até 2300 dólares (depende da localização escolhida) - sem passagem aérea e alimentação.

Espero que vocês tenham gostado da dica
Verônica Pardini, DVM

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