quinta-feira, agosto 22, 2013

Em busca da fonte da juventude

Essa semana um amigo me fez uma pergunta que eu achei que daria uma ótima curiosidade!

"É verdade que lagostas são imortais?"

Bom, se jogar no google você verá que o assunto está em alta e há vários sites especulando sobre o tema.

Mas após ler alguns artigos científicos, posso afirmar que lagostas são mortais (infelizmente elas não encontraram a fonte da juventude).


O que gerou o rumor sobre a "imortalidade" é o fato desses animais não demonstrarem sinais de envelhecimento - a fertilidade, a força e o metabolismo não diminuem com o passar dos anos.

A verdade é que esses animais continuam comendo, se reproduzindo e crescendo até o dia de sua morte (por causas naturais ou quando viram comida).

Maior lagosta já capturada. Pesava 24kgs e media 84cm do nariz ao rabo.
Lagostas trocam seu exoesqueleto várias vezes durante a vida (a cada troca elas crescem mais um pouco), essa troca além de estressante deixa o crustáceo vulnerável - mas predação não é envelhecimento, então o que seria uma morte "por causa natural"?

De acordo com alguns pesquisadores muitas lagostas mais velhas morrem durante o processo de muda, pois o gasto de energia se torna maior do que elas conseguem aguentar.

Lagosta em processo de muda

As lagostas que não morrem pelo motivo citado acima e continuam a envelhecer, eventualmente param de trocar o exoesqueleto. Esse exoesqueleto velho começa a rachar e se deterioriar, o que predispõe à infecções generalizadas e consequentemente leva o animal à morte.

Isso é envelhecer? De acordo com o professor Jeffrey D. Shields esse envelhecimento pode ser comparado com a predisposição que as pessoas idosas têm de morrer de pneumonia.

Mas no fim a questão sobre a longevidade das lagostas ainda persiste, têm linhas de pesquisa que sugerem que elas vivem 30-50 anos, já outras afirmam que elas podem viver séculos.


A verdade é que no fim todos morrem, até as lagostas.
M.V. Verônica Pardini Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

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