terça-feira, julho 23, 2013

Malária em pinguins

Nossa nossa que friozinho é esse gente? Sorte que é meu dia de folga então estou hibernando de baixo das cobertas!

Hoje o post vai mostrar que certas doenças não são privilégio dos seres humanos.
Sabia que pinguins também podem contrair malária? Pois é, essa é uma doença muito comum (infelizmente) em animais mantidos em cativeiro (recintos abertos) e em animais de vida livre na Austrália (pinguim-azul), na África (pinguim-africano) e em outros países tropicais.

É importante ressaltar que todas as espécies são igualmente susceptíveis a doença.

Pinguim-azul
A malária aviária causada pelo Plasmodium relictum não é transmitida para humanos.

Essa doença é transmitida para os pinguins através da picada de um mosquito (gênero Culex) - por isso sua incidência é maior nos meses de calor.

Culex sp

Um dos problemas dessa doença é que muitas vezes ela não causa sinais clínicos, os animais simplesmente aparecem mortos. Quando há sinais, eles não são específicos - mucosas pálidas, letargia, anorexia e dispnéia.

O segredo do sucesso (relativo) contra a malária é a prevenção e o diagnóstico rápido.

A prevenção é feita principalmente durante o verão através da utilização de medicamentos anti-malária (primaquina SID), ventiladores nos recintos, luz ultravioleta para matar os mosquitos, dedetização frequente dos arredores do recinto e colocar os animais em ambiente fechado durante os horários de pico de calor.

Pinguim-africano
Mas e se um animal acabar se infectando? Se você tiver a sorte de diagnosticar (parasitemia em esfregaços de sangue) antes que seja tarde demais, o tratamento consiste em um protocolo de ataque com cloroquina e primaquina.

Um caso triste ocorreu ano passado no Zoológico de Londres, onde mesmo com todos os métodos de prevenção eles perderam 6 pinguins-de-humboldt para malária (abaixo tem um link sobre esta história).
Six penguins die after malaria outbreak at London Zoo

Essa doença realmente dá trabalho para os veterinários e toda equipe dos zoológicos e aquários, e o melhor que podemos fazer é continuar aprimorando nossos métodos de prevenção.

M.V. Verônica Pardini

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