sexta-feira, junho 28, 2013

Guia do proprietário de primeira viagem: Chinchila (Gaiola)

 Nossos amiguinhos peludos merecem uma casinha segura e divertida não é mesmo? Então aí vão algumas recomendações:

  • Como são animais noturnos é importante que a gaiola fique em um local com pouco ruído.
  • Por serem muito sensíveis a temperaturas altas, a gaiola deve ficar em local fresco e arejado (importante evitar raios de sol e correntes de ar).
  • A gaiola deve ser de metal (para elas não roerem).
  • Por serem animais muito ativos é importante que a gaiola seja grande (tanto na largura para elas correrem, quanto na altura para elas saltarem entre andares).
  • Retire a grade do piso, e cubra as grades das escadas e plataformas para sua chinchila não machucar a patinha (assim como foi feito nas imagens acima e abaixo).
    • Gaiolas próprias para chinchilas já vem com plataforma recoberta com placas de aço galvanizado.
    • Você pode comprar pontes e balanços de pinus.
  • Comedores devem ser feitos de aço inoxidável e devem ser bem presos na gaiola (como na imagem abaixo).
  • Comprar um bebedouro próprio para chinchilas.
  • Coloque uma toca para a chinchila poder se esconder e tirar sonecas (tocas de metal são mais refrescantes para dias de calor, mas pode-se utilizar casinhas de pinus).

Não é muito difícil montar a casinha ideal para elas né?
M.V. Verônica Pardini

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quinta-feira, junho 27, 2013

Amizade além da vida

O dia foi meio conturbado, por isso o post demorou para sair...mas saiu! :)

Achei uma curiosidade legal, como ela é meio mórbida não tinha certeza se eu ia postar.....mas acho que vocês vão gostar! Então aí vai!

Grovet Krantz conhecido por ser um ótimo professor, amante dos animais e um excêntrico antropologista faleceu após lutar 7 anos contra um câncer no pâncreas. Mas a sua reputação foi preservada...literalmente!

Antes de Krantz falecer ele conversou com um colega do Smithsonian e disse "Eu fui professor a minha vida toda, porque não continuar sendo um professor depois de morto? E se eu te der o meu corpo?", seu colega concordou e Krantz continuou "Só tenho um pedido: você tem que manter o meu cachorro comigo".

Krantz e o seu companheiro canino ficaram dois anos em exposição no Smithsonian’s National Museum of Natural History. E aqui está a foto do "Depois e Antes":


E o que vocês acharam? Bizarro? Legal? Eu ainda não tenho uma opinião formada, mas sem dúvida é interessante!

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quarta-feira, junho 26, 2013

Testando o seu conhecimento (2)

Hora da questão da semana:

Which nerve block predicts how a horse with caudal heel pain (also called navicular disease) may respond to digital neurectomy?
(Qual bloqueio de nervo prevê como um cavalo com doença do navicular irá responder à neurectomia digital palmar?)
  1. Heel block (Bloqueio digital palmar)
  2. Local infiltration of suspensory ligament (Infiltração local no ligamento suspensório)
  3. Pastern block (Bloqueio digital palmar região abaxial de sesamóide)
  4. Fetlock block (Bloqueio em 4 pontos baixo).
  5. High 4-point block (Bloqueio em 4 pontos alto)



Answer (Resposta):

1. Heel block (Bloqueio digital palmar)
A heel block (also called the palmar digital block) mimic the effect of a palmar digital neurectomy. Remember that neurectomy will eliminate pain, but not disease- you do it when there has been no improvement from medical Rx after 6-12 weeks.

(O bloqueio digital palmar imita o efeito da neurectomia digital palmar. Lembre que a neurectomia irá eliminar a dor, não a doença - você deve realizar este procedimento caso o animal não tenha demonstrado melhora após 6-12 semanas de tratamento com medicamentos).

Acertaram?
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terça-feira, junho 25, 2013

O sistema cardiovascular das aranhas

Lembra o post que eu escrevi sobre aranhas na semana passada?
Aquele foi fácil de entender, mas agora vamos aprender sobre a fisiologia cardiovascular das aranhas (que é bem complicadinho, mas vou tentar simplificar para vocês).

**Poucas espécies de aranhas foram estudadas até hoje, portanto o que eu escrever aqui pode não ser verdade para as espécies ainda não estudadas.

Muitas pessoas acham que as aranhas têm uma circulação fechada (como os mamíferos), mas elas têm uma circulação aberta - isso significa que as artérias carregam a hemolinfa até um certo ponto, mas depois disso esse "sangue" fica livre nos espaços entre os órgãos antes de ser recolhido de volta para o coração (nesse sistema há poucas veias e não existe capilares).

A hemolinfa é um "sangue" transparente que transporta nutrientes, hormônios, oxigênio e células - a hemolinfa também serve para aumentar a "pressão sanguínea" durante a troca de pele e para esticar as pernas das aranhas.

Seta indica a hemolinfa extravasando
  As células têm uma função parecida com a das plaquetas - se a aranha perde uma perna a hemolinfa, no local da lesão, se torna viscosa evitando que o aracnídeo perca muito "sangue".

Em mamíferos a hemoglobina, presente dentro das células vermelhas, transporta oxigênio. As aranhas usam uma proteína mais complexa chamada de hemocianina - diferentemente da hemoglobina a hemocianina fica livre na hemolinfa; e a coloração azulada vem da presença de cobre, e não de ferro.

O coração é um tubo aberto com valvas. Em volta desse coração há um músculo (parecido com o pericárdio dos mamíferos) que aumenta o diâmetro do coração. Quando o coração está cheio de hemolinfa o  músculo contrai e o "sangue" é mandado para a circulação - o coração tem seu próprio sistema nervoso, o que permite que ele bata sem depender do cérebro.

Há uma artéria aorta anterior (que passa pelo pedicelo e leva a hemolinfa para o cefalotórax) e uma artéria aorta posterior (que leva a hemolinfa para os órgãos do abdômen).

Esquema representando as principais estruturas do sistema cardiovascular (aa = aorta anterior, h = coração, pa = aorta posterior)

Os batimentos cardíacos podem variar de 30-200bpm - dependendo da espécie e o quanto a aranha está ativa.

Bom gente, isso é o mínimo que vocês devem saber sobre o sistema cardiovascular das aranhas!
Espero que tenha ajudado.

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segunda-feira, junho 24, 2013

Bip-Bip

Quem não assistia o desenho do Papa-léguas e do Coiote quando era criança?
Mas você sabia que o papa-léguas (Geococcyx californianus) é uma ave real!?


Elas têm este nome, pois são conhecidas por atravessarem estradas em alta velocidade na frente de carros em movimento.

Elas habitam os desertos do sudeste dos EUA e do norte do México, além de serem a ave símbolo do Novo México.


Lembra quando você perguntou para sua mãe da onde vem os bebês e ela respondeu "as cegonhas trazem"... Bom as mães mexicanas falam que o "Papa-léguas traz" (hahaha cada uma não é mesmo?).


Essas aves alimenta-se principalmente de insetos, sementes, frutas, pequenos répteis, aranhas, escorpiões, ovos, pequenas aves e pequenos roedores.

Conhecida por ser super rápida no desenho animado, na vida real ela chega aos 30km/h em terra (e há relatos de aves que chegaram aos 42km/h!!) - comparada com outras aves, ela só não é mais rápida que o avestruz.

Os Papa-léguas podem chegar aos 8 anos na natureza (caso não sejam predados antes..... e adivinha quem é o seu principal predador na natureza? O coiote (ele chega aos 70km/h)! Sim, os estúdios da Warner Bros aprenderam com a Disney e também nos enganaram) - obrigada Luiz por essa curiosidade!


Adoro quando os leitores do blog colaboram com idéias! Você tem alguma sugestão? Mande para drapardini@gmail.com

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sexta-feira, junho 21, 2013

Guia do proprietário de primera viagem: Chinchila (Introdução)

Por ser um animal dócil e inteligente, fácil de criar, silencioso e sem odor forte as chinchilas têm sido muito visadas no mercado pet.

  • Esses roedores fofíssimos são originários do deserto Andino.
  • Sua cor natural é cinza com a barriga branca (mas criadores criaram mutações brancas, pretas e beges).
  • Não se preocupe se ela passar o dia inteiro dormindo e só acordar no final da tarde, afinal são animais noturnos. 
  • Elas não gostam muito de colo, mas não recusam um carinho!

  • Não são os animais mais indicados para crianças - por mais que sejam "bonzinhos" devem ser manejados com gentileza e cuidado.
  • São animais muito sociáveis, então se você não tiver muito tempo para brincar com ela, compre um companheiro da mesma espécie.

  • Uma das melhores características desses roedores é que eles podem chegar até os 20 anos em cativeiro!
Portanto, se você for comprar uma chinchila tenha consciência que ela vai precisar da sua atenção, amor e carinho por muito tempo :)!

M.V. Verônica Pardini

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quinta-feira, junho 20, 2013

O parto de um Elefante

Bom dia gente!
Recebi um vídeo muito legal (muito legal mesmo) de um amigo essa semana!

Já imaginou como é o parto do maior mamífero terrestre?

 

Resumo do vídeo:
Fêmea de elefante se preparara calmamente para o parto. Podemos observar a sua parte traseira aumentando de tamanho conforme o filhote se mexe e se prepara para sair.
0:50seg - É possível ver o saco embrionário saindo.
1:40min - O filhote começa a sair.
2:43min - O filhote parece estar sem vida, não está respirando.
3:07min - A mãe chuta o filhote (é o equivalente aos tapinhas nas costas de um recém nascido).
3:53min - O filhote respira pela primeira vez.
3:36min - A mãe estimula o filhote a se levantar.
Riski (que significa prosperidade) nasceu com 118kgs e 95cm de altura!

Eu nunca tinha visto o parto de um elefante! Achei impressionante que a mãe sabia exatamente como lidar com aquela situação!
É importante que os veterinários fiquem preparados caso haja necessidade de uma intervenção.... mas é importante também deixarmos a natureza seguir o seu rumo!

Obrigada Erik pelo vídeo!
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quarta-feira, junho 19, 2013

Testando seu conhecimento (1)

Você está se preparando para o BCSE, para o NAVLE .... ou simplesmente quer testar seus conhecimentos gerais de medicina veterinária?

Tentarei ajudar através de algumas questões formuladas especialmente para nos treinar para estas provas.

Gostaram da idéia? 
Então vamos para a questão do dia:

What kind of organism causes equine granulocytic ehrlichiosis?
(Qual organismo causa a erliquiose granulocítica equina (EGE)?)

  1. Chlamydia (Clamidia)
  2. Spirochete (Espiroquetas)
  3. Protozoa (Protozoários)
  4. Anaplasma (Anaplasma)
  5. Ehrlichia (Ehrlichia)




Answer (Resposta):

4. Anaplasma
This is a tricky question to help you remember that two diseases FORMERLY classified as ehrlichia have now been re-classified. The causative organism of EGE was originally classified as Ehrlichia equi, but is now called ANAPLASMA phagocytophila due to DNA sequencing studies.

(Essa questão é uma pegadinha para ajudar a lembrar que duas doenças antes classificadas como ehrlichia, foram reclassificadas. O organismo causador da EGE era classificado com  Ehrlichia equi, mas hoje em dia é chamado de Anaplasma phagocytophila, por causa de estudos sobre a sequência do DNA).

Acertaram?
M.V. Verônica Pardini
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terça-feira, junho 18, 2013

Anatomia de uma aranha

Se você realmente deseja ser um veterinário de animais exóticos a palavra "medo" definitivamente não pode fazer parte do seu vocabulário.  

Imagine: Um belo dia você está tranquilo em sua clínica, quando de repente entra um proprietário com uma dessas adoráveis e mal compreendidas criaturas que precisa da sua ajuda.


Qual a sua reação? Manda o proprietário ir para outro lugar, ou faz o seu papel de veterinário de animais exóticos?

Se você escolheu a segunda opção (a aranha agradece), conhecimento básico sobre manejo, anatomia e fisiologia é necessário. Por isso hoje estou aqui para mostrar como é uma aranha por dentro (em um próximo post focarei na fisiologia).


A aranha é composta pelo cefalotórax (cabeça e tórax) e o abdômen (a parte de trás da aranha), essas duas regiões são unidas pelo pedicelo (é a cinturinha fina da aranha).
Elas tem 8 pernas presas ao cefalotórax.

Anatomia da perna da aranha (Está em inglês, mas as palavras são muito parecidas com as em português).
A maioria das espécies têm 8 olhos, mas algumas podem ter 6 - o par do meio é sempre o principal.

Bom este é o primeiro post de uma série sobre as belas aranhas! Espero que vocês tenham gostado!
M.V. Verônica Pardini

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segunda-feira, junho 17, 2013

Desenho ou realidade?

Vou começar a semana da mesma maneira que eu terminei a última: falando de cobras.

Desta vez o assunto são as "Blunt headed tree snakes" (Imantodes) - achei elas bem diferentes, com uma carinha de serpente de desenho animado devido suas proporções super estranhas.

Concordam?
Imantodes lentiferus

Outras características:
  • Essas cobras fazem parte da família Colubridae.
  • São nativas do México, Colômbia, Panamá, Honduras, Costa Rica, Peru e México.
  • Tem apenas 6 espécies conhecidas.
  • Duas espécies ocorrem no Brasil: I. lentiferus e a I. cenchoa.
I. cenchoa
  • São únicas, pois elas não tem a escama loreal (todas as outras cobras da mesma família possuem essa escama).
Esquema com o nome das escamas da face de uma serpente.
  • São animais delicados, ágeis e noturnos.
  • Como está escrito em seu nome, são serpentes que vivem quase sempre no topo das árvores.
  • Se alimentam de lagartos e sapos.
  • Comprimento máximo: 107cm.

Fato interessante:
  • Um trabalho feito pelo "Smithsonian Tropical Research Institute" revelou que estas cobras e alguns outros lagartos são portadores assintomáticos do fungo responsável pela quitridiomicose (o irônico é que esta cobra se alimenta de anfíbios, então ela pode estar exterminando seu próprio alimento).
 M.V. Verônica Pardini

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sexta-feira, junho 14, 2013

Guia do proprietário de primeira viagem: Corn Snakes (Ecdise)

As Corns, como todas as outras cobras, trocam sua pele (processo chamado de ecdise) muitas vezes durante a sua vida.

Cobras mais jovens podem trocar de pele mais frequentemente que cobras adultas, mas em geral os animais realizam a ecdise várias vezes por ano.

Tem algumas coisinhas que você pode fazer para facilitar este processo:

Pré-ecdise: a cor da pele fica opaca, o animal fica mais letárgico e os olhos ficam de uma cor acinzentada. Neste momento a cobra pode recusar comida e pode preferir não ser tocada por você - cada cobra se comporta de uma maneira diferente.

Pré-ecdise
Para facilitar a vida da sua cobrinha você pode: aumentar a umidade do terrário para a pele se soltar com maior facilidade (pode colocar uma vasilha com água, onde a cobra pode escolher se molhar; pode borrifar água no terrário).

O processo começa com a cobra esfregando a sua cabeça em pedras ou objetos de decoração do terrário, para ajudar a soltar a pele ao redor da cabeça (por isso é muito importante que ela tenha onde se esfregar). Depois que isso acontecer a cobra vai continuar se movimentando até se soltar completamente da pele velha.
  • A pele deve sair em uma única peça - se sair "quebrada", pode ser por causa de umidade baixa.
Justin em processo de ecdise
Quando a ecdise acabar: retire a pele velha e limpe o terrário. Examine a serpente para ter certeza que toda pele realmente se soltou - importante verificar se a pele acinzentada que recobre o olho saiu, e a pele da ponta da cauda também.

Para facilitar a vida do seu veterinário, a sua, e a da cobra, mantenha anotações do peso, tamanho e das vezes que ela se alimentou e trocou de pele.

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quinta-feira, junho 13, 2013

Balão marinho

Passeando pela internet esta semana achei umas fotos muito legais de uma baleia-de-bryde (Balaenoptera edeni) momentos após a sua alimentação.

Eduardo Acevedo teve a sorte de encontrar esse gigante dos mares em sua viagem às ilhas Canárias, e tirou essas fotos logo após este animal ingerir um cardume inteiro de peixes.


Essas baleias deslocam a sua mandíbula na hora da alimentação (parecido com o movimento feito por cobras) e as pregas do seu pescoço (como vemos nas fotos) ocupam mais da metade dos seus corpos - isso explica o efeito "balão" observado nas fotos.


Sabe como ela é normalmente?
Assim:


Muito legal, não é?

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quarta-feira, junho 12, 2013

Celebração do amor!

Que o dia de hoje seja mais que um "simples dia dos namorados", que ele se torne uma celebração do amor! 

Amor pela vida,
Amor por nós mesmos,
Amor pela natureza,
Amor pelo próximo,
Amor por tudo que nos cerca!


Feliz Dia Dos Namorados!
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A jornada rumo ao sonho americano (Navle Application)

Ontem foi dia de fazer uma nova "application" para o NAVLE (e começar a rezar para desta vez tudo dar certo).


Para se inscrever no NAVLE, você precisa completar duas "applications"... para nossa sorte podemos fazer tudo online e não demora mais do que 10 minutos.

Esta prova acontece duas vezes por ano:
  • Novembro-Dezembro (tem que se inscrever até 1 de agosto).
  • Abril (tem que se inscrever até 3 de janeiro).

Application #1:

Eles pedem suas informações pessoais:
  • Nome (lembre que o nome tem que ser exatamente igual ao do seu documento pessoal).
  • Endereço.
  • Email.
  • Ano que você graduou.
  • Universidade.
  • Entre outras informações (são coisas simples!).
Eles também perguntam onde você vai prestar esta prova.
  • Se for nos EUA a taxa é de 570  dólares, se for em outro país acrescente uma taxa de 275 dólares (no Brasil podemos fazer esta prova no Rio de Janeiro).
Depois de preenchido você paga a prova com cartão de crédito (Visa ou Mastercard).


Application #2:

Para esta parte você deverá escolher um "board", isso nada mais é do que escolher um estado dos EUA para se registrar.
  • No meu caso eu escolhi o Texas por dois motivos:
    • 1. Gosto muito deste estado.
    • 2. A taxa era mais barata (50 dólares).
É super simples e fácil de preencher, depois é só pagar a taxa via internet (da mesma maneira da application #1).

Importante: Para fazer esta prova você tem que ter passado no BCSE! É necessário mandar um email para o ECFVG pedindo que eles mandem um email para o NBVME dizendo que você passou no BSCE - só assim você será aprovado para realizar esta prova.

Bom.. agora a maratona de estudos recomeça!
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terça-feira, junho 11, 2013

Intubação de saco aéreo em aves

A intubação de saco aéreo é um procedimento que não ensinam na faculdade e que ainda não é amplamente utilizada no Brasil, mas pode ser de extrema importância em algumas situações:

Motivos para utilização:
  • Ventilação de aves por uma via diferente da endotraqueal.
    • Quando há corpo estranho, granulomas ou tumores obstruindo a traqueia.
  • Anestesia inalatória de aves por uma via diferente da endotraqueal.
    • Em cirurgia de cabeça e traqueia.
  • Medicar os sacos aéreos diretamente.

Materiais necessários:

  • Cânula específica para intubação de saco aéreo, que pode ser substituída por tubo endotraqueal esterilizado ou cateter  (dependendo do tamanho do animal).
  • Lâmina de bisturi (nº 11 ou 15).
  • Uma pinça hemostática mosquito.
  • Um porta agulha.
  • Uma tesoura.
  • Material de sutura.
  • Campo cirúrgico.
*É um procedimento cirúrgico! Tudo deve estar esterilizado!

Método:
  • Em passeriformes, psitacídeos e columbiformes o objetivo é intubar os sacos aéreos caudais.
  •  A ave é colocada em decúbito lateral e a pata de cima é puxada cranialmente.
    (a) Local onde a cânula deve ser inserida (b) posicionamento da ave durante o procedimento.
  • Local onde a cânula será colocada: entre a junção da borda caudal da última costela e do músculo flexor cruris medialis.
 
(a) Pata puxada cranialmente (b) Borda caudal da costela (c) Músculo flexor cruris medialis (d) Sacro
  • Retirar as penas, e fazer assepsia da pele.
  • Uma pequena incisão é feita na pele, e com a pinça hemostática mosquito você disseca o músculo e entra no saco aéreo. 

  • A pinça é levemente aberta e a cânula é inserida no saco aéreo.
  • Uma pena pode ser colocada na ponta da cânula para comprovar que foi colocada no local certo. 
    • Cuidado para a pena não ser inalada!
  • Suturar a cânula na pele.
  • Fazer um exame radiográfico (posição latero-lateral e ventro-dorsal) para garantir que a cânula está no local certo e que não está afetando nenhum órgão interno.
Complicações:
  • A cânula pode permanecer no animal por até 7 dias, mas o ideal é remover no 4º dia - quanto mais tempo permanecer no animal, maior o risco de infecção bacteriana e fúngica.
  • Lesão em saco aéreo.
  • Lesão em órgãos abdominais (hemorragia!). 
  • Entupimento da cânula com fluido ou exsudato.
Lembre-se este texto é para referência e aprendizado! Se o seu animal está "estranho" leve ele à um VETERINÁRIO especializado ok?

Texto baseado em matéria publicada por: Cindy Brown, DVM, Dipl. ABVP-Avian; Ocean Sate Veterinary Specialists East Greenwich, Rhode Island and Anthony A. Pilmy, DVM, ABVP (Avian)2
1Red Bank Veterinary Hospital, Tinton Falls, NJ, USA. 2The Center for Avian and Exotic Medicine, New York, NY, USA.


M.V. Verônica Pardini

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segunda-feira, junho 10, 2013

Guia do proprietário de primeira viagem: Corn Snakes (Alimentação)


A vontade de ter uma linda Corn Snake aumenta a cada post! Hoje o tema é a alimentação, fique atento aos cuidados necessários durante este momento:

Dicas: 
  • É interessante tirar a cobra do terrário para a alimentação (pode colocar em potes de plástico com furos para entrada de ar), assim a cobra vai focar em comer e não vai ingerir substrato.

  • Use sempre presas (roedores) criadas em cativeiro, animais capturados diretamente da natureza podem transmitir parasitas.

Qual o tamanho ideal da presa?
  • Regrinha básica: a presa não deve ser maior que 1.5 vezes a circunferência da cobra.
    • Se a presa for muito grande, o animal pode regurgitar a parte não digerida dias após a alimentação - o que é perigoso para o animal.

  • A primeira presa que você der à sua cobra  deve ser 25%-50% menor do que o normalmente consumido (isso porque o stress do transporte e da nova casa pode fazer a Corn regurgitar).

  • Regrinha básica: se você não consegue observar o estômago da sua cobra dilatado 1 dia após a refeição, você pode passar para o próximo tamanho de presa.
pinky sizes on white 12-01-10small crop
Esquema com o tamanho dos filhotes de camundongo por dia de vida.
Frequência da alimentação:
  • Corns de 15-20 semanas vão comer filhote de camundongo de 1 dia a cada 5-7 dias.
  • Corns adultas comem a cada 10-14 dias.

 Facilitando a digestão:
  • Lembrar de manter a temperatura ideal no terrário para ajudar na digestão - temperaturas não ideais podem induzir a regurgitação.
    • Em uma Corn saudável que tem um terrário com uma temperatura ideal a digestão acaba em 3 dias.
  • Manipular a cobra apenas 48horas pós alimentação.


Observação sobre presas vivas:
  • Se você escolher alimentar a sua Corn com uma presa viva, não a deixe sozinha até ela ingerir a presa (roedores podem ferir gravemente a sua cobra). 
  • Uma sugestão é oferecer a presa viva já inconsciente.
    • Você só tem que se preocupar com isso se o roedor já tiver pêlo e olhos abertos.

Ah...antes de acabar o post tenho mais uma observação a fazer (pode ser óbvia para alguns, mas garanto que é necessária): NÃO existe cobra vegetariana!

M.V. Verônica Pardini 
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quinta-feira, junho 06, 2013

Por dentro da boca do famoso "Grizzly Bear"

Já imaginou ver a boca de um urso pardo selvagem por dentro (sem ele estar anestesiado, claro)? As vezes erros acontecem e vídeos super interessantes caem na internet!

Foi o que aconteceu com o cinegrafista da vida selvagem Brad Josephs! Ele estava filmando ursos no Alasca, quando um jovem animal ficou interessado pela câmera colocada no chão e tentou comê-la! Para sorte de Brad a câmera não sofreu danos, e para nossa sorte ele decidiu compartilhar o vídeo no youtube!

Além de capturar aquela boca enorme em vídeo, ele também conseguiu filmar um dos ursos caçando e se divertindo no rio!
Assista:




Ir ao Alasca e observar a vida selvagem é um dos meus maiores sonhos! Alguém me acompanha?


Agradeço ao Soldier pela idéia do post de hoje! :)
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quarta-feira, junho 05, 2013

Congressos 2013

Para mim uma das coisas mais divertidas e interessantes são os congressos anuais! Além de aprender coisas novas e rever alguns conceitos, você tem contato com muitos profissionais da sua área de interesse!

Se você não quer ir para muito longe, no Brasil temos o congresso da ABRAVAS (Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens).
Data: 7-11 de outubro.
Onde: Salvador, Bahia
Link para maiores informações: Congresso ABRAVAS 2013

Mas se você quer ir em um congresso internacional, minha indicação é o da AAZV (American Association of Zoo Veterinarians).
Data: 28 de setembro - 4 de outubro.
Onde: Salt Lake City, UT - EUA
Link para maiores informações:45th AAZV Conference

E aí, animaram?
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terça-feira, junho 04, 2013

Babesiose e a reintrodução de Rinocerontes Negros

Conservação de animais é um tema que me fascina! Reproduzir um animal e soltá-lo é (relativamente) fácil, mas a medicina da conservação vai muito além disso. São necessários estudos geográficos, de fauna local, de doenças das populações selvagens.... tudo isso e mais um pouco visando proteger o animal e o ambiente onde ele será reintroduzido.

Com o declínio da população selvagem de rinocerontes negros, comecei a ler sobre os esforços de reintrodução de animais reproduzidos em zoológicos. Como já disse, a medicina da conservação é complexa, portanto vou contar sobre uma das dificuldades que os especialistas encontraram durante este projeto.
 

Rinocerontes negros (Diceros bicornis) selvagens podem ser portadores latentes de Babesia bicornis.

Capilares do cérebro de um rinoceronte negro infestado com B. bicornis intraeritrocítica
Há indícios de estabilidade da doença em populações selvagens, assim como ocorre em gado. Esta estabilidade dificulta a translocação dos animais.
Porque? Bom, zoológicos geralmente tem programas de reprodução de "animais ameaçados de extinção", os filhotes nascidos em cativeiro não são expostos aos seus parasitas naturais, consequentemente não criam imunidade.
Se estes animais são reintroduzidos ao seu habitat natural e têm contato com os parasitas, eles se infectam e podem vir à óbito por falta de imunidade.

Rinoceronte sendo transportado por um helicóptero até um veículo em terra.
Mortes relacionadas à babesiose foram relatadas em vários rinocerontes negros selvagens no Kenya e na Tanzânia. Os portadores latentes ao passar por um momento de estresse (devido à captura, à perda de habitat, doenças concomitantes, gestação, deficiências nutricionais) desenvolvem a doença clínica, o que pode levá-los à morte.

A apresentação da babesiose em carnívoros e ungulados selvagens é similar a do seus "parentes" domésticos, no caso dos rinocerontes os cavalos.

O que pode ser feito para aumentar a imunidade destes animais contra a B. bicornis é a infecção artificial com o parasita específico e o tratamento com medicamentos "anti-Babesia". Estas são soluções práticas para o problema.

Links interessantes sobre o assunto:
Mais sobre a babesiose em animais domésticos.
Vaccine for Rhino
Paper about Rhino Babesiosis in Namibia
Flying Rhinos

Quem mais aqui gosta de medicina da conservação?
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segunda-feira, junho 03, 2013

Novo filhote no Zoo de Belo Horizonte

A "cegonha" passou pelo Zoológico de Belo Horizonte! No último dia 30 nasceu um filhote de hipopótamo! O filhote tem sido monitorado à distância por biólogos, pois a mãe é super protetora. Mãe e filhote podem permanecer na água por vários dias (ele inclusive mama de baixo d'água!).

De acordo com o zoológico, a gestação durou em torno de oito meses (o parto ocorre na água) e, geralmente, os filhotes nascem com peso entre 25 e 55 quilos, podendo atingir até 4,5 toneladas na fase adulta. Os hipopótamos vivem em média 40 anos.

Filhote no Zoo de Belo Horizonte

Mas vocês sabem tudo sobre estes animais?

"Hipopótamo" vem do Grego, e significa "cavalo da água". Mas estes animais não estão nem um pouco relacionados aos cavalos - na verdade seus "parentes" mais próximos são as baleias e golfinhos.

Seu habitat natural são rios e lagos na África.

São adaptados à vida aquática: 
  • Seus olhos, narinas e orelhas do topo de sua cabeça, fazem com que ele possa ver, ouvir e respirar mesmo estando praticamente todo submerso.
  • Seus olhos tem uma membrana para proteção de baixo da água, mas ainda permite visão. 
  • Eles podem segurar a respiração por 5 minutos ou mais.
  • Mesmo com todas estas adaptações eles não conseguem nadar nem flutuar por causa do seu corpo denso. Para se locomover os hipopótamos andam se apoiando levemente no fundo do rio, como bailarinos.
Sua pele com características únicas, precisa permanecer molhada boa parte do dia (ficar muito tempo fora da água pode levá-lo a desidratação).

Eles não tem glândulas sudoríparas verdadeiras, então o que eles fazem é secretar uma substância vermelha e grossa pelos poros, que é conhecida como "suor de sangue" (porque parece que o animal esta suando sangue). Esta secreção protege a pele do sol, de infecções e a mantém úmida.

"Suor de sangue"
Eles parecem fofos e simpáticos, não é? Mas eles estão entre os animais mais agressivos e perigosos do mundo. Seus caninos e incisivos crescem continuamente, com os caninos podendo chegar até 50cm.


Mesmo ainda não estando ameaçados de extinção, seu habitat vem diminuindo e a caça pelos seus caninos e sua carne tem aumentado.

São animais magníficos!
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domingo, junho 02, 2013

Vlog: Vivendo com jabutis (Parte 1)


E aí aproveitaram o feriado? Deu para descansar um pouquinho?

Para começar bem a semana postei o vídeo que eu preparei nesses dias de folga!

Espero que vocês gostem!
Bom final de domingo :).

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